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Monólogo 26 de 2022 - Animais em casa
This text is in Portuguese, as written.
Note from the Monologues series
Todos os dias terminados em 0 (ou algo assim) terão textos de cunho muito pessoal aqui na página. Não há necessariamente um objetivo firmado e concreto nos textos desses dias. Como diria um amigo meu: “Conheça o autor e entenderá a sua obra”.
Até a metade do ano, eu não tinha nenhum animal de estimação em casa. Na verdade, a única época em que eu tive algum foi quando era uma criança. Mas, por sempre ter tido problemas com alergia e rinite, era difícil de conviver com os bichos, e depois de algumas tentativas falhas de adotar um gato na infância, continuei até a minha vida adulta sem nenhum animal.
Neste ano trouxemos um border collie para casa, a criaturinha tem apenas 5 meses de vida no momento da escrita deste texto, e está conosco desde os 2 meses. É incrível ver como ele cresceu tanto em tão pouco tempo. Eu conseguia colocar ele dentro de uma mochila e andar como um canguru para fazer caminhadas. Hoje ele está maior que a mochila que eu usava. Ele se tornou parte da família e, muitas vezes durante o trabalho, eu sentia saudades, vontade de abraçá-lo e brincar com ele em casa.
Tivemos que levá-lo para uma treinadora de animais, onde ele ficaria duas semanas. Lá pelo dia 11, quando escuto minha família chegando com um barulho de animal, pensei que tivessem buscado ele mais cedo e fui animado para vê-lo depois de tanto tempo. Para minha surpresa, não era nosso cachorro, mas sim um gato. Quando perguntei, confuso, o que estava acontecendo, descobri que agora teríamos mais uma criatura vivendo conosco, uma gata que foi resgatada.
No começo, ela era bem medrosa e um tanto quanto arisca, mas com o passar do tempo, ela foi se acostumando com a casa e com as pessoas, e por algum motivo permanece sempre no meu quarto e sempre me segue pela casa em todos os lugares que eu vou. Só para exemplificar, durante a escrita deste texto, ela andou pelo teclado e apertou algumas teclas aleatórias. Pela papelada de adoção da gatinha, sabemos que ela tem 5 meses de vida, e a ideia seria que ela fizesse amizade com o cachorro quando ele voltasse.
Quando ele voltou depois da segunda semana, foi outra alegria imensa em vê-lo novamente, mas já não posso dizer o mesmo da alegria dele em ver a gata. De início, eles não se deram bem, e agora estamos tentando fazer com que se acostumem um com o outro e se tornem amigos num futuro próximo.
Eu aprendi muita coisa por simplesmente ter um cachorro e uma gata em casa. Às vezes, quando um dos dois está dormindo no meu colo, me questiono que tipo de pessoa faria mal para uma criaturinha dessas tão inocente, e fico feliz por saber que tem leis contra crueldade animal que são bem severas. É o tipo de coisa que eu nunca me perguntaria antes.
Os dois animais têm um comportamento bem diferente e vi que também têm personalidades próprias, assim como os seres humanos. No caso daqui de casa, enquanto o cachorro é extrovertido, a gata é introvertida, e assim pude aprender com os dois, desde o amor incondicional do cachorro e a vontade insana de sempre brincar e morder tudo que vê pela frente, ao amor da gata e dos cuidados maiores que tenho que dar para essa pequeneza.
Mas o que ambos têm em comum é que eles querem apenas a sua companhia. É possível ver que eles gostam muito de você no segundo que se abre a porta de casa e é recebido com tanta alegria e felicidade. E isso faz com que você queira o melhor para eles, cuidando dessas bolas de pelo macias e fazendo o possível para vê-los bem.
Alisson David Frangullys 20/NOV/2022 · 11:18 (GMT-5)
