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Conjunções adversativas e reticências
This text is in Portuguese, as written.
É o que eu mais gosto de fazer, só que...
Não há outro lugar que eu gostaria de estar mais agora do que aqui com você, porém...
Ele sabia que era o certo a se fazer, entretanto...
Ela era a mulher mais confiável na terra para ele, contudo...
Eu faria qualquer coisa por você, todavia...
Eu te amo, mas...
Chega de conjunções adversativas. Chega de reticências. Se é tão importante assim, não existem “poréns”, existem formas de fazer o que importa. Um copo meio vazio não sacia ninguém, dependendo da situação só traz mais sede e, quando a água acaba, a tragédia acontece.
Não existe uma maneira maior de limitar a própria vida do que colocar barreiras intransponíveis onde não deveriam existir. A cada ação que você faz, em cada palavra que profere, isso se expressa e se manifesta da maneira mais radical que existe. Veja como as frases ficam sem essa imposição de limites:
É o que eu mais gosto de fazer.
Não há outro lugar que eu gostaria de estar mais agora do que aqui com você.
Ele sabia que era o certo a se fazer.
Ela era a mulher mais confiável na terra para ele.
Eu faria qualquer coisa por você.
A história é construída totalmente diferente.
Eu te amo.
Enquanto isso, não precisaríamos nem colocar "poréns'' nessas linhas, poderíamos colocar um "não" e teríamos um sentido muito semelhante. A história seria construída totalmente diferente:
Não é o que eu mais gosto de fazer.
Não há outro lugar que eu não gostaria de estar mais agora do que aqui com você.
Ele sabia que não era o certo a se fazer.
Ela não era a mulher mais confiável na terra para ele.
Eu não faria qualquer coisa por você.
Eu não te amo.
A cada limitação autoimposta, um bloqueio é colocado na própria vida. A cada “contudo” dito, uma forma de esconder uma verdade ocorre. Em todo "mas" e reticências, o autoengano surge. Até porque quem quer dá um jeito, quem não quer, encontra uma desculpa.
Alisson David Frangullys 07/NOV/2022 · 19:19 (GMT-5)
