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Sem titulo falando de amor

Tuesday, June 21, 2022era one3 min read

This text is in Portuguese, as written.

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Não sei o que ela está fazendo. Na verdade, não sei nem onde ela está. Costumava ser o centro das minhas atenções, e agora ela se foi. Mas antes de ir, deixou saudades, incertezas e tristezas. Dor, lágrimas, insegurança e traumas, foi o que se formou e o que ficou comigo enquanto eu tomava o meu próprio rumo e buscava o melhor caminho para seguir.

Achava que nunca mais iria encontrar alguém tão incrível, que tinha perdido uma oportunidade que seria única na vida, que foi apenas tempo perdido, um suspiro de felicidade numa vida fria de desprazeres. Até que um dia tudo mudou. Conheci alguém que fez meu coração gerar uma faísca de esperanças, alguém tão incrível que me fez rir e ser feliz novamente por ser quem eu era. Quebrou-se aquele pedestal que eu tinha erguido e colocado para a outra que se foi. Entendi que era uma questão de perspectiva.

A que fez o pedestal quebrar nunca fez juras eternas de amor, muito pelo contrário, foi sempre bem direta e disse que não queria nada, não correspondia ao sentimento sublime que eu mesmo criei. Não gostei, mas entendi e aprendi a respeitar desde cedo. Percebi que tenho que seguir em frente, independente do que aconteça, pois sempre tem alguém incrível para fazer o dia se tornar melhor, mas tem que estar disposto a encontrar essa pessoa.

Essa lição apliquei logo depois, na decepção amorosa seguinte, em que pude ter outras perspectivas, ampliando ainda mais a minha visão acerca desses assuntos do coração. Nunca ficou mais fácil, nunca me acostumei com esse clima de despedida, nunca aprendi a dizer adeus. Estranhamente, contudo, fui aprendendo quando era a hora de dizer tchau, quando a minha estadia não era mais bem-vinda e quando precisava ficar. Os ensinamentos refinaram essas percepções.

As decepções amorosas nunca acabaram e provavelmente nunca vão acabar. Seria ingenuidade achar que uma vida seria o suficiente para saber tudo que o coração tem a aprender. Talvez fosse esperar demais para entender tudo em duas ou três vidas, mas pude adquirir essas experiências logo cedo, assimilando novas lições com o passar do tempo.

Às vezes, esses ensinamentos podem ser transferidos para outras áreas que não incluem romantismo, pois o problema não é o amor nem a paixão, mas sim as complicações geradas no meio do caminho que impedem essas duas coisas de florescerem e verem a luz do dia. Por vezes, esses problemas são colocados por uma das partes ou pela situação. Mesmo contra a vontade, embaraços vão existir.

Aconteça uma vez, duas, treze, quarenta ou quinhentas vezes, a dor de um adeus sempre cria cicatrizes e uma segurança frívola numa eterna coleção de experiências. Elas se juntam em meio a cacos de tristeza materializados com o tempo, numa disposição atemporal e ilimitada, sempre revertendo para os aprendizados fundamentais e concluindo as mesmas conclusões, de que “é complicado”.

Alisson David Frangullys 22/JUN/2022 · 18:04 (GMT-5) texto para o dia · 21/JUN/2022