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Inteligência artificial e o futuro
This text is in Portuguese, as written.
Das áreas previstas para que a máquina superasse o homem, as manifestações artísticas como pinturas, músicas, desenhos e afins, ficavam bem ao final na lista de expectativas. Porém, tais manifestações estão entre as primeiras que a Inteligência Artificial (IA) mostrou ser possível criar.
A IA que temos hoje é limitada, faz uso de um certo conjunto de dados que temos disponível para fazer sua tomada de decisões e gerar um resultado. Uma das formas mais simples de explicar como funciona uma rede neural, é usar o jogo Super Mario como exemplo.
Digamos que você atribua uma pontuação para cada ação que o Super Mario faz em uma fase. Cada moeda coletada vale um ponto, cada morte subtrai dez pontos e a cada segundo que se passa sem que a fase seja concluída, um ponto é perdido. Com esses parâmetros, você organiza para que a IA tenha o controle sobre o personagem, possibilitando ter vários jogos rodando ao mesmo tempo e em super velocidade.
Assim, é possível que você tenha, digamos, um ano daquela fase do Super Mario jogada pela IA a cada hora. Com isso, algumas bizarrices acontecerão, como o personagem andar para o lado errado da fase ou se jogar em um buraco, por exemplo. Mas a cada atividade concluída corretamente, ganha-se mais pontos e é o que a próxima tentativa usará como base. Isso roda várias e várias vezes, sempre levando em consideração as tentativas passadas e escolhendo as que tiveram o melhor resultado. Ao final, depois de muitos anos da fase jogada em algumas horas, a IA terá encontrado o jeito mais rápido de terminar a fase com a maior quantidade de moedas, por tentativa e erro.
E assim funcionam as outras Inteligências Artificiais, até mesmo as que geram artes; a IA pega um conjunto de instruções passadas por quem está criando uma imagem e utiliza um conhecimento prévio como base (nesse caso, outras imagens e dados de tentativas passadas que tiveram um resultado positivo) para, assim, gerar uma nova imagem.
Uma IA que é realmente inteligente e pode tomar decisões por conta própria ainda está longe de virar realidade. Tudo o que temos é uma máquina extremamente potente e eficiente, mas enjaulada e confinada nos parâmetros que escolhemos. Acredito que vá demorar um bom tempo até que saia dessa jaula. Contudo, há a possibilidade de que, algum dia, se bem programada, a IA tenha finalmente consciência e possa tomar as próprias decisões.
O que isso significa para a humanidade é um mistério que ainda levará algumas dezenas de anos para desvendarmos. Essa nova forma de vida pode ser o que nos substituirá, tomando conta do mundo. Ou pode ser que essa forma consciente de existência ande lado a lado com a humanidade e nos ajude a atingir novos patamares. Mas isso só o futuro poderá nos dizer.
Alisson David Frangullys 28/NOV/2022 · 21:00 (GMT-5)
