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E assim, sigo
This text is in Portuguese, as written.
Que diferença faz se eu vivo, quando ninguém ouve meu grito de socorro? Talvez seja egoísmo pensar assim, pois cada um tem seus problemas para resolver. Pode ser que pensem da mesma maneira que eu e queiram a minha ajuda de alguma forma. Nunca fui bom em interpretar sinais sutis. Talvez ninguém seja, e estejamos todos procurando ajuda o tempo todo.
Vivemos de forma um tanto quanto engraçada; de um jeito ou de outro precisamos de validação. Vamos checar a vida da pessoa para garantir que ela se encaixa nos parâmetros esperados para poder credibilizar, confiar e até mesmo aceitar. Ai de mim, ai deles, ai de qualquer um que não se encaixe nesses parâmetros que foram naturalmente sendo estabelecidos por nós.
Parece que vivemos em sombras, sempre na escuridão e evitando a verdade. Parece que a vida não tem vida. Parece que é um lugar escuro e inexpressivo. Parece que parece, mas, na verdade, nem sequer é. Contudo, se há sombra, é porque há luz. Mesmo que longe, ela está lá, em algum lugar.
A luz é o que ilumina as trevas da ignorância e somente a verdade pode trazer paz ao mundo. Com essa paz, talvez essa escuridão desapareça. Como acontece durante o dia, ao meio-dia, em contraste ao que acontece à noite, à meia-noite. Até porque, mesmo num meio-dia nublado, a escuridão não faz morada, assim como na meia-noite mais iluminada. Como qualquer ciclo, o sofrimento da vida também faz parte.
Tudo bem dar uma pausa para sofrer. Nem sempre os dias são claros, mas também nem todos os dias são escuros. Então, acho que faz diferença se eu vivo ou não. E a diferença é poder ver mais um dia que não esteja nublado, poder viver e experienciar a vida como a vida é, poder ser e estar sem ter que pedir socorro. Simplesmente ser, e basta. Para isso, só preciso esperar um pouco do meu amigo tempo.
Mas o tempo não é um amigo confiável. Na verdade, o tempo nem amigo é. Quanto tempo tenho que esperar no tempo até que seja finalmente a hora? Bobagem. Por isso eu decidi não esperar mais, aceitei as cartas que me foram dadas pelo destino e resolvi jogar com o que eu tinha em mãos. Mesmo que agora seja uma mão ruim, é o que tenho disponível. Quem sabe na próxima rodada eu tenha uma melhor. E assim, ciclo. E assim, vivo.
Indara, se atente às virgulas desse texto, eu sei que eu coloquei várias desnecessárias, mas é pra ter essa pausa durante a leitura, só mude quando for essencial e estiver errado, por gentileza. Obrigado! (quando terminar a correção desse texto, joga esse parágrafo na última linha).
Alisson David Frangullys 29/NOV/2022 · 10:56 (GMT-5)
