WallOctobermente e sociedade

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O autor nem sempre vive o que ensina

Wednesday, October 26, 2022era two2 min readcarousel

This text is in Portuguese, as written.

Há uma desconexão muito grande entre o escritor e o leitor, assim como do instrutor para o aluno. Quando alguém escreve um livro sobre produtividade, por exemplo, não quer dizer que a pessoa seja um mestre da produtividade, mas sim que ela sabe como certas coisas funcionam, e alguns truques que podem auxiliar os outros a tomarem uma decisão mais consciente.

Da mesma forma, isso ocorre quando escrevo sobre o amor ou sobre sentimentos de uma forma geral. Não quer dizer que eu os domine completamente e entenda todas as nuances que existem para serem exploradas, mas apenas que eu passei certo tempo refletindo e aprendendo a colocá-los em palavras e chegado a algumas conclusões com o passar do tempo.

Na verdade, quando escrevo um texto mais obscuro, exprimindo a tristeza de uma forma latente, geralmente quer dizer que é assim que eu me sinto naquele momento, assim como qualquer pessoa em momentos de dificuldades, se segurando na última linha de esperança disponível, procurando fazer sentido em tudo que esteja acontecendo, sem ficar sobrecarregado para dar o próximo passo.

Outros textos, como os que têm o intuito de motivar e influenciar positivamente algum tipo de atitude, não significam que eu me sinta motivado o dia todo e esteja vivendo a vida mais brilhante que existe. E o mesmo acontece para qualquer criador de conteúdo, seja ele visual ou escrito.

Alguns textos – assim como qualquer outra coisa -, podem ter um timing exato, que podem fazer uma diferença grande na vida de certas pessoas, mas ser totalmente irrelevante para outras. Quando os tempos mudam e os ciclos se modificam, os mesmos textos que eram insignificantes podem começar a ter um significado que exercem uma grande transformação no pensamento e na atitude.

Os seres humanos são complexos por natureza, tanto na sua anatomia quanto na sua psique. Não temos a capacidade de dissecar o que uma mente pensa, nem o que sentimos, mas de certa forma, temos uma compreensão sobre o que certas coisas significam. O melhor que alguém pode fazer é extrair aquilo que é útil de todo tipo de fonte disponível e ter um aprendizado holístico ao invés de unilateral (como discutimos no texto 262).

Alisson David Frangullys 30/OUT/2022 · 18:12 (GMT-5) texto para o dia · 26/OUT/2022