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Guerra contra ou pela democracia
This text is in Portuguese, as written.
Tomamos por garantido que vivemos em uma república democrática. O pensamento de viver em uma anarquia ou fascismo provém pensamentos de desgosto e puro terror a muitos, e o mesmo acontece com ideias que envolvem o socialismo e o comunismo. Alguns lugares como a Coreia do Norte são excelentes exemplos para repudiar completamente o pensamento de ter uma pessoa como o supremo líder de uma nação —ou seja, qualquer variação de uma monarquia.
Gostamos de pensar que temos todos uma chance e que, por meio de um processo democrático, podemos eleger nossos representantes para expressar as nossas opiniões e vozes dentro de um senado. Procurando obter o melhor para a maioria, visando a busca pelo bem maior, quase em um determinismo instaurado num processo político.
Contudo, gostaria de apresentar o significado de Democracia: “regime que se baseia na ideia de liberdade e de soberania popular; regime em que não existem desigualdades e/ou privilégios de classes: a democracia, em oposição à ditadura, permite que os cidadãos se expressem livremente”.
Apesar de eu ter a liberdade de me expressar defendida pelo estatuto e constitucionalizada como parte dos meus direitos, não estou tão certo quanto a veracidade das demais qualidades. Podemos citar diversos exemplos de desigualdade, e apontar para algumas situações como a formação de milícias no estado do Rio de Janeiro, e como o poder público é prostituído em detrimento da manutenção do poder de uma minoria.
Alguns até apontam a ineficiência do nosso sistema de votação, por meio das urnas eletrônicas (que poderia ser modificado com o uso da tecnologia do Blockchain). Outros, mais radicais, questionam a validade do voto que é colocado dentro da urna e o se o processo de contabilização dos votos é realmente efetivo e real, representando a opinião pública.
Numa definição mais simples, é representada pelo seguinte: “Governo em que o poder é exercido pelo povo”. Plausível e facilmente compreensível, mas verificando mais uma vez a realidade do assunto, contabilizando toda a burocracia necessária para você ser um candidato de um partido político e todo o dinheiro envolvido, podemos questionar o quanto o povo realmente tem o poder de decisão. Podemos notar que, desde a sociedade com empresas privadas por troca de favores, até mesmo o horário político que cada candidato tem disponível durante uma eleição, a projeção de um candidato na mídia e perante o povo já é um divisor de águas quanto ao contingente de eleitores que pode ser atingido, tornando a disputa desigual em seu cerne.
Infelizmente, a democracia parece uma mentira. Você está sempre tendo que escolher entre aqueles que parecem ser os menos ruins, que causarão o menor dano à própria nação. Candidatos que realmente tem intenções puras para com o seu país enfrentam uma dificuldade gigantesca para poder entrar num partido ou até mesmo criar o seu próprio.
Ser um político é, de alguma maneira, uma profissão, visto que a cada ano que você vence, está garantido receber uma pensão vitalícia (mesmo depois do fim do seu mandato. Caso ganhe mais de uma eleição, as pensões se somarão.
Sem contar os diversos auxílios que os parlamentares recebem, como o vale correio e auxílio terno, e uma quantidade absurda para contratar assessores. É como uma bola de neve que parece totalmente inocente, iniciada com um pequeno floco caindo do céu, causando uma avalanche que leva tudo que vê pela frente um tempo depois.
A sociedade se vê refém dessa situação, não se sente nada representada e não tem a voz ouvida na maioria esmagadora dos casos. Os candidatos se baseiam em musiquinhas que grudam na cabeça e que fazem você se lembrar do número deles, como se fosse um jogo, mirando para a população que carece de ensino e usufruindo de uma fraqueza que o país enfrenta, a falta de educação.
Se o Brasil realmente possui uma democracia, essa foi a muito tempo prostituída e dominada por um grupo específico que não tem intenção alguma de deixar de se beneficiar para ajudar a própria população, muito pelo contrário, se ele for receber mais por vender o próprio país, o fará sem pensar duas vezes. Assim como uma máfia, eles têm o controle total da situação, a diferença é que esses não precisam se esconder, usam ternos e gravatas e têm proteção da polícia.
A democracia não vê nenhum voto com peso diferente, cada voz tem o seu voto. Não fica difícil de ver os problemas que algo assim pode ocasionar, como por exemplo, uma sala de aula com alunos de 10 anos fazendo uma votação. O professor terá 1 voto, assim como o pior e o melhor aluno da sala. A maioria vence pelos votos mas, grande parte das vezes, a maioria perde justamente por ser levada por sentimentos, falsas promessas e interesses próprios que não resolvem problemas pela raiz, mas dão a falsa sensação de resolução.
Por esse modo, a democracia por si só está fadada a fracassar numa população de baixa instrução e, como sempre, o interesse de uma minoria vai prevalecer.
Alisson David Frangullys 10/AGO/2022 · 17:16 (GMT-5) texto para o dia · 29/JUL/2022
