WallAprilperda e abandono
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Determinado ou indeterminado
This text is in Portuguese, as written.
Qual é o motivo da nossa existência? Seguimos um propósito divino ou estamos apenas procurando por um motivo para justificar o que fazemos no dia a dia? Seja qual for a verdadeira resposta, teria um significado maior sobre o que fazemos e sobre as nossas escolhas, ou isso tudo é apenas o fruto de uma ordenação caótica?
Vamos partir do pressuposto de que todas as nossas ações estejam já predeterminadas, e independe do que escolhamos fazer, tudo já está escrito em algum lugar. As suas ações, intenções, vontades e sentimentos estão predeterminadas de certa maneira, e não importa o que você acha que esteja escolhendo ou fazendo, na verdade, não há escolha. Nessas condições, você não tem o controle de nada, e realmente todas as coisas ruins que acabou fazendo ou que aconteceram não são sua culpa, elas estavam predeterminadas a acontecerem.
Tendo isso em mente, se você é rico e fica pobre, é obra do destino; se você é pobre e fica rico, também. Nada que você queira ou faça é porque você quer ou vai fazer por merecer, tudo que existe já está predestinado. Nessas condições (apesar de parecerem desanimadoras), o que podemos fazer é apenas aproveitar essa predestinação e curtir os melhores momentos dela. Nada mais pode ser feito.
Mas isso é bem difícil de acontecer, visto que temos vários pensamentos e imaginamos muitas coisas diferentes nos nossos dias e durante nossas vidas. Quando imaginamos algo, ponderamos e comparamos com o que temos, fazemos escolhas a partir disso e alteramos a nossa história caso a mudança seja significativa o suficiente.
Isso nos leva a algo mais brando, temos todo o poder de escolha que vem até nós, e tudo que fazemos é por nosso mérito ou culpa (conjunto de palavras para identificar se as suas ações tiveram resultados bons ou ruins, independente da ação tomada). Certamente, você tem uma condição inicial que representa a sua família e o lugar onde você nasceu – coisas que estão totalmente fora do seu controle -, mas ela pode ser mudada com ações, dependendo da forma como você escolhe viver a sua vida.
Se você tem o poder de escolha, então pode escolher o tipo de significado que a sua vida vai ter. Se é para aproveitar o máximo e curtir da melhor forma, se é para ajudar o próximo e promover o bem, ou se é para encontrar um par e se aquietar em paz. Quem sabe seu objetivo seja se formar em todas as faculdades que existem ou talvez ter 40 filhos! Afinal de contas, quem escolhe é você. Seja qual for a sua escolha, isso se torna a sua missão e objetivo de vida, e no final das contas é o que dá sentido à sua existência, independente de predestinação e situações iniciais.
Isso então quer dizer que não tem um motivo real para a nossa existência, além do acaso? Já que nós mesmos escolhemos as regras para o nosso jogo, e ele pode ser qualquer coisa, não tem nada definido e objetivo nas nossas vidas e na vida de todos os outros? Existiria alguma coisa que preencheria esse vazio existencial na vida de todos, ou que traria uma quantidade máxima de felicidade e satisfação?
E, se existisse um meio termo entre essas duas coisas? Uma forma de escolha predeterminada? Digamos que você possa fazer o que quiser (de qualquer forma, temos o livre arbítrio para todas as coisas, caso não vivamos num universo predeterminado), mas que as suas ações vão garantidamente te levar a certas consequências.
Se você escolher jogar tênis, vai ser um profissional que vai disputar os campeonatos mundiais, mas se escolher virar um pianista, vai acabar atropelado, e encontrará o amor da sua vida dessa maneira. Nem tudo é linear ou precisa fazer sentido de uma forma direta, afinal de contas, essas poderiam ser as tais das linhas tortas escritas certas, no livro da predeterminação.
Se isso for real, então têm uma forma de maximizar a sua estadia na Terra e tirar o melhor proveito possível de cada escolha que você fizer, seja qual for a situação inicial da sua vida. Como temos escolhas ilimitadas, quer dizer que terá possibilidade ilimitadas – e de certa forma, teríamos tantas possibilidades, que voltaríamos ao estado de que controlamos as nossas próprias ações e somos responsáveis pelas consequências -, mas essa predeterminação ainda se faz presente, só que de uma forma mais sutil.
Quem sabe existam vários universos, e num deles você escolheu outra rota e tenha uma vida totalmente diferente da que tem agora, com amigos e familiares bem diferentes. Ou que seja verdade que estamos vivendo dentro de uma simulação, mas mesmo assim teríamos o poder de escolha para qualquer coisa, o que mudaria seriam os limites de onde poderíamos chegar (o que ainda é bem longe da realidade de qualquer forma, visto que temos muito o que alcançar e fazer ainda antes de chegarmos ao dito limite).
A vida é um mistério, mas de uma forma geral, um objetivo comum à vida de todos é ser feliz, ao menos mais feliz que ontem, e evitar a tristeza. Alguns escolhem encontrar essa felicidade ajudando os outros, vivendo intensamente, ou seja lá qual for o objetivo que decidiu seguir. Sendo já determinada ou tendo o poder de escolha, ainda temos uma miríade de ações para realizar, pensamentos para pensar e realidades para criar. O importante é não desperdiçar essa vida que estamos tendo, pois todas as suas ações até agora te levaram até aqui, mas a vida não para por aqui. Onde as suas próximas ações vão te levar?
Alisson David Frangullys 11/MAI/2022 · 11:31 (GMT-5) texto para o dia · 29/ABR/2022
