WallAprilperda e abandono
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Conhecendo a si mesmo
This text is in Portuguese, as written.
Uma das melhores habilidades que você pode treinar na sua vida é a habilidade do autoconhecimento (a de entender a si mesmo). Isso inclui saber seus próprios limites, desejos, medos, como vai reagir em certas situações e valores morais, isso é, o que é realmente importante para você e merece seu tempo e atenção.
Apenas com a compreensão de todas essas coisas, você vai poder ser dono de si mesmo ao invés de ser reativo com tudo que ocorre. Assim, vai entender o porquê se sente da forma que sente, o que é bom e ruim para si mesmo, ser capaz de conciliar efetivamente lazer e produtividade, e ter uma vida mais fluida. Às vezes, procuramos por táticas mirabolantes para se viver uma vida mais feliz e de maior produtividade, mas faltamos com o básico e somos incapazes de pôr o mínimo em prática. Conhecer a si mesmo é o clássico “básico que funciona”, só precisa ser posto em ação.
Apesar de ser um conceito simples, a jornada do autoconhecimento é extremamente difícil. Não por ser algo novo – visto que, quando somos crianças, estamos sempre tentando e buscando nossos próprios limites -, mas sim por ter que enfrentar diversos medos e estar disposto a se frustrar (e às vezes, a se machucar no processo). Essa é uma habilidade a ser desenvolvida como qualquer outra, partindo de sair da zona de conforto até o aprendizado de como utilizar com sucesso o que aprendeu durante a descoberta.
A vida, por si só, é um desafio e uma grande descoberta do momento em que nascemos até depois que morremos, e é baseada em probabilidades devido a eterna incerteza, isso é, não há garantias de nada. A vida já é difícil por si só, não temos um manual de como viver da melhor forma nem qual é o melhor caminho. São descobertas a serem feitas (e que dependem das nossas situações e escolhas), por isso é importante ao menos conhecer bem o vetor de interação com esse mundo, que é você mesmo.
Isso não significa ser um monge em busca da iluminação e desapegado de bens materiais, mas saber com exatidão o que é importante e o que não é, e até mesmo os efeitos que se têm no próprio corpo em diversas situações. Por exemplo: saber como se sente e qual a diferença quando se está saciado, com fome ou com muita fome; entender a real diferença que se tem ao ter uma noite bem dormida de uma noite com insônia; quantas horas de trabalho te fazem chegar ao limite? E quantas horas de estudo?
O mesmo a um nível mental: o que te estressa e por que estressa? Quais os maiores medos e vontades? O que faria a própria moralidade desmanchar? Orgulho? Dinheiro? Poder? O que te deixa realmente feliz e por quê? Se algo incomoda e tira a paz, qual a raiz desse problema e por que te afeta tanto? Saber responder essas e outras perguntas fará com que você realmente se entenda pela própria essência, e isso é mais forte do que tendências sociais ou alguém dizendo o que você deve ser e como deve pensar e agir.
Apesar de ser possível perder, isso é muito mais difícil quando você conhece muito bem todas as regras e possibilidades do jogo. Ao invés de tentar descobrir como o jogo funciona enquanto planeja o próximo passo, você pode focar antecipadamente nas suas estratégias e em como executá-las com sucesso. O mesmo ocorre quando você sabe quem é em relação à vida.
Alisson David Frangullys 12/ABR/2022 · 19:41 (GMT-5)
