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076/365

Extensão do esforço

Thursday, March 17, 2022era one3 min read

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Estamos sempre nos ombros dos “gigantes”. Alguns nomes são conhecidos mundialmente (mesmo que as pessoas não saibam bem o motivo de saberem o porquê tal nome foi importante, apenas sabem), como Albert Einstein, Isaac Newton, Bill Gates ou até mesmo mais recentemente, Elon Musk. Foram pessoas que contribuíram grandemente para o avanço da civilização e são consideradas como gênios.

Contudo, um lado que é esquecido com certa frequência, é que essas pessoas (com raras exceções) não fizeram essas grandes descobertas da noite para o dia, muito menos começaram a trabalhar nas suas respectivas áreas “do nada”. O conceito de genialidade é muito mais explorado do que o do esforço e contexto, e isso faz com que apreciemos menos a nossa própria situação.

Graças ao desenvolvimento da matemática e aritmética na Europa e China do século 16, Newton e Leibniz desenvolveram o cálculo. Com a existência do cálculo, uma nova porta se abriu e centenas de descobertas foram feitas a partir disso, assim a energia eletromagnética, que permitiu experimentos como o fotoelétrico e quantização de partículas, gerando assim uma nova vertente, a da física quântica.

Para essas descobertas, foram centenas de anos de pesquisas e experimentos que dependeram de muito progresso já feito e que culminaram no desenvolvimento de algo maior (geralmente mais prático e conhecido). Vamos para uma breve explicação de como novas descobertas a partir de pesquisas costumam acontecer.

Há diversas áreas que não foram muito exploradas, e isso requer que alguém tome tempo e dedicação para estudar (como a teoria das cordas, por exemplo). Isso por si só leva muito tempo, considerando que você deve cursar 11 anos do Ensino Fundamental até o Médio completo, uns 4 anos no curso superior e mais 2 anos em um mestrado, ou seja, em torno de 17 anos para que você inicie a pesquisar e se desenvolver em uma área.

Porém, começando a pesquisar num campo novo, não significa que você vai encontrar algo fascinante e inovador logo de cara. Existem diversas pesquisas já feitas e publicadas que ainda não tem um uso por falta de recursos disponíveis, como por exemplo, uma forma de produzir muita energia para ser consumida em pouco tempo para a criação de um novo dispositivo. O dispositivo pode até já existir, mas a forma de energia necessária para o funcionamento do mesmo, não. O dia que existir tal recurso, essa pesquisa poderá finalmente ser usada e aplicada na sua área, e então começar o desenvolvimento de algo novo. Esse tipo de contribuição leva tempo, é gradativo, e conta com a ajuda de todos que fazem pesquisas nas mais diversas áreas. É um emaranhado de descobertas que juntas (ou com os recursos necessários), funcionam e propelam a civilização adiante.

A genialidade costuma vir de juntar campos diferentes e com essa junção, desenvolver alguma outra área do conhecimento. O resto é muito esforço e paciência. De toda forma, estamos sempre nos baseando nas descobertas que já foram feitas para começar o trabalho a partir desse ponto (economizando muito tempo no processo, pois já se sabe o que foi testado e deu certo, e o que não deu). É uma grande extensão de esforços que permite que a humanidade prossiga e se desenvolva.

Estamos sempre nos ombros de “gigantes” que vieram antes de nós, da mesma forma que eles estiveram nos ombros de outros “gigantes” em seus respectivos tempos. O grande mérito deles reside no esforço e devoção que tiveram, ou seja, a genialidade foi desenvolvida e compartilhada, para que nós pudéssemos buscar as nossas próprias descobertas e desenvolver a nossa genialidade.

Alisson David Frangullys 19/MAR/2022 · 18:28 (GMT-5) texto para o dia · 17/MAR/2022