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Oh pai, por favor, me responda
This text is in Portuguese, as written.
Oh Pai, por que a vida é tão complicada e desconcertante? Por que tudo que faço parece nunca ser o bastante?
Por que não posso ficar com quem eu amo e a quem para ti tanto clamo?
Por que quem tanto amo não vive para sempre?
Por que amar me dói mais do que me faz bem, e me traz tanto engano?
Por que não amo, como eu amo a quem eu amo, a toda gente?
O amor é realmente a coisa mais importante? Me diga, Pai, como fica o restante?
Por que existem guerras, dor e tanto sofrimento?
Por que, se nossos esqueletos são iguais, entre nós há tanto preconceito, distância e egoísmo?
Por que vejo mais dor e ganância do que felicidade e altruísmo?
Por que eu vivo uma vida limitada, num mundo ilimitado e com tanto potencial de provimento?
Pai, às vezes essas perguntas são tão difíceis de responder… parecem até impossíveis.
Outras, parecem tão óbvias e claras, e com a reflexão se tornam tão críveis.
Porque insisti num amor que não era para ser meu, ou seja, não é o meu verdadeiro.
Porque com pouco tempo aprendemos a aproveitar os pequenos momentos.
Porque só amei certo as pessoas erradas, e amei errado as pessoas certas, como fazem os desatentos.
Porque não pude conhecer e conviver com todos os outros, como fiz com quem conheci primeiro.
Talvez o amor para os outros não seja o mais importante, mas para mim é exorbitante, e na minha vida, é a maior prioridade e pelo amor não serei relutante. Sempre tomarei todas as medidas cabíveis.
Porque a nossa liberdade – o livre arbítrio – nos dá a opção de fazer tanto o bem quanto o mal
Porque a ignorância ocupa a maior parte da mente limitada.
Porque minha atenção está em ver o mal, não o bem. Na verdade, as duas têm uma distribuição igual.
Porque eu não me desenvolvi o suficiente para ser capaz de viver uma vida ilimitada.
Alisson David Frangullys 13/MAR/2022 · 03:57 (GMT-5) texto para o dia · 15/MAR/2022
