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074/365

Oh pai, por favor, me responda

Tuesday, March 15, 2022era one2 min read

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Oh Pai, por que a vida é tão complicada e desconcertante? Por que tudo que faço parece nunca ser o bastante?

Por que não posso ficar com quem eu amo e a quem para ti tanto clamo?

Por que quem tanto amo não vive para sempre?

Por que amar me dói mais do que me faz bem, e me traz tanto engano?

Por que não amo, como eu amo a quem eu amo, a toda gente?

O amor é realmente a coisa mais importante? Me diga, Pai, como fica o restante?

Por que existem guerras, dor e tanto sofrimento?

Por que, se nossos esqueletos são iguais, entre nós há tanto preconceito, distância e egoísmo?

Por que vejo mais dor e ganância do que felicidade e altruísmo?

Por que eu vivo uma vida limitada, num mundo ilimitado e com tanto potencial de provimento?

Pai, às vezes essas perguntas são tão difíceis de responder… parecem até impossíveis.

Outras, parecem tão óbvias e claras, e com a reflexão se tornam tão críveis.

Porque insisti num amor que não era para ser meu, ou seja, não é o meu verdadeiro.

Porque com pouco tempo aprendemos a aproveitar os pequenos momentos.

Porque só amei certo as pessoas erradas, e amei errado as pessoas certas, como fazem os desatentos.

Porque não pude conhecer e conviver com todos os outros, como fiz com quem conheci primeiro.

Talvez o amor para os outros não seja o mais importante, mas para mim é exorbitante, e na minha vida, é a maior prioridade e pelo amor não serei relutante. Sempre tomarei todas as medidas cabíveis.

Porque a nossa liberdade – o livre arbítrio – nos dá a opção de fazer tanto o bem quanto o mal

Porque a ignorância ocupa a maior parte da mente limitada.

Porque minha atenção está em ver o mal, não o bem. Na verdade, as duas têm uma distribuição igual.

Porque eu não me desenvolvi o suficiente para ser capaz de viver uma vida ilimitada.

Alisson David Frangullys 13/MAR/2022 · 03:57 (GMT-5) texto para o dia · 15/MAR/2022