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Monólogo 6 de 2022 – Redatora!
This text is in Portuguese, as written.
Note from the Monologues series
Todos os dias terminados em 0 (ou algo assim) terão textos de cunho muito pessoal aqui na página. Não há necessariamente um objetivo firmado e concreto nos textos desses dias. Como diria um amigo meu: “Conheça o autor e entenderá a sua obra”.
Dia 10 de Março… O tempo tá passando rápido mesmo (também... com fevereiro sendo tão curto). O mês já começou e foi uma loucura. Nossa querida designer ficou no hospital, doente, sem poder trabalhar, e houve um acúmulo de postagens a serem feitas que até agora ela está tentando vencer. Espero mesmo que ela fique bem logo, e que as coisas possam voltar ao normal.
Uma das conversas que tive com ela foi sobre a necessidade de termos alguns textos antecipadamente prontos juntamente com as imagens. O ideal seriam 2 textos por causa dos finais de semana e mais 2 para uma “folga extra” caso algo dê errado no meio do caminho, ou seja, 4 textos com suas respectivas imagens prontas para serem postadas. Não sei quanto tempo vai demorar para conseguirmos colocar esse plano em ação, mas estamos trabalhando nisso.
Outra consideração bem importante: mais uma pessoa juntou-se ao time 😊. Ela tem um nome bem… único (INDARA), e está ajudando bastante corrigindo a gramática dos textos. Sim, temos uma redatora agora. Foi uma saga encontrar alguém para fazer essas correções. Segue a historinha:
Eu tive aula de redação no ensino fundamental, na 8ª série (agora 9º ano). Tive aulas com a professora Cândice (pois é, parece que todas as moças que trabalham com correção de textos têm nomes... diferenciados). No primeiro ano, tive aula de Língua Portuguesa com o marido dela, João, até o terceiro ano. No primeiro e terceiro ano, tive aula de redação com o lendário Juliano. Eu era muito fã desse cara, admirava muito ele, e as correções dele. Uma coisa que eu queria ter aproveitado mais nessa época era ter aprendido mais sobre criação de textos, e ter me dedicado mais. Ah, não era o Juliano que fazia todas as correções (apenas durante a aula), quem corrigia era a Samira (outro nome peculiar, vai vendo).
Por estar escrevendo um texto por dia, estou praticando a habilidade de escrita. Contudo, se alguém corrigir e apontar os meus erros, vou aprender muito mais rápido e, estando bem direcionado, na mesma quantidade de tempo poderei ir mais longe do que iria sozinho. Adivinhem, fui procurar meus antigos mentores para ver se eles gostariam de fazer essas correções. A minha ex-professora Cândice, junto com o João, tem uma plataforma de correção de textos para alunos que estão tentando o vestibular. Achei que poderiam encaixar os meus textos nessas correções. Mandei mensagem para eles e, depois de responderem o “oi” inicial e eu fazer minha proposta, visualizaram e não responderam mais. Fazer o quê? Acho que faz parte do processo.
Procurei então o Juliano, lendário professor. Foi difícil encontrar esse homem! Ele segue dando aulas de redação e mentorando alunos para o vestibular. Consegui conversar com ele pelo Instagram e no dia seguinte (ele disse que ia “dar uma olhada”), falou que infelizmente não poderia trabalhar comigo, pois estaria sem tempo durante o ano. Minha primeira e segunda opção falharam (a primeira ao menos me respondeu).
Ainda tinha a Samira. Ela também seguia dando aulas. Mandei as mesmas mensagens para ela. Fui ignorado com sucesso, mais uma vez. Mas o que eu estava esperando? Faz dez anos ou mais que tive contato com essas pessoas. Decidi deixar de lado isso. Não pensei que poderia ser tão difícil encontrar alguém para fazer correções de textos e apontar dicas para melhorar.
Mas veja como as coisas são. Comentei essa história com um cara que tem a metade dos dedos e um nome meio peculiar também (ANGHELO). O que está acontecendo nesse Brasil? Ele disse que tinha passado a minha página para uma redatora e ela até me seguia. Disse que falaria com ela. Conversamos e nos acertamos. Ela vai fazer as correções do texto e me ajudar nessa mentoria.
É complicado. Você acaba de escrever alguma coisa, fica satisfeito com o texto e acha que ele está excelente. 10 dias depois, você lê o mesmo texto e vê diversos erros ortográficos e de coesão. Vê várias coisas que poderia ter feito melhor. O tipo de coisa que não se vê de primeira. E, quando está com uma meta de escrever todos os dias, não tem como ficar voltando e revisando os textos (talvez se eu tivesse uns 15 textos adiantados, daria pra fazer isso de certa forma).
Os primeiros textos foram interessantes. Ela apontou os erros de gramática e os corrigi, mas também mudou alguns tempos verbais (sabe aquela chatice de usar o mesmo tempo verbal para escrever, e como o texto fica tenebroso se ficar misturando-os?). Contudo, ao arrumar os tempos verbais, os textos perdiam muito do sentido que transmitiam. Tivemos que nos acertar nisso e achei que não daria certo no começo, mas agora ajeitamos nosso sistema e as coisas estão fluindo bem.
Sinceramente, eu não esperava que tudo isso fosse acontecer dessa forma. Mas parece que a vida tem uma forma interessante de fazer as coisas. De formas inesperadas, acontecem alguns eventos que você não gostaria, mas depois se mostram melhores do que você tinha planejado para si mesmo. Essas nuances tornam a vida bem interessante.
Agora vamos ver quantos erros de gramática e de concordância ela vai encontrar neste texto. Para quem lê, fica apenas a versão polida e bonita. Mas é assim que funciona, afinal de contas, ninguém vê os rabiscos dos traços dos desenhos e pinturas, nem os cortes que não ficam na versão final das músicas e filmes. A arte precisa de um polimento, e depois de tirar as imperfeições, uma versão melhorada renasce daquela ideia.
Alisson David Frangullys 08/MAR/2022 · 19:55 (GMT-5) texto para o dia · 10/MAR/2022
