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5 Tipos de relacionamento com os hábitos

Monday, March 7, 2022era one4 min read

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Começar e ser consistente em qualquer coisa é um grande desafio. Seja um empreendimento novo, conhecer alguém e manter uma boa relação, estudar, praticar algum tipo de esporte, iniciar e se manter numa dieta e etc. Nisso, temos 5 tipos de pessoas que têm o seguinte relacionamento com os próprios hábitos:

Tem gente que não começa nada e não diz nada a ninguém. São as pessoas que você sabe que vão continuar fazendo as mesmas coisas de hoje, pelo resto da vida. A própria pessoa não tem uma perspectiva de mudança ou progresso, não almeja nada diferente.

Tem gente que não faz nada, mas diz que vai fazer tudo. Nas primeiras vezes é até impressionante ouvir sobre todas as coisas que essa pessoa quer. Seja aprender vários instrumentos, ser fluente em vários idiomas, aprender a cozinhar comidas exóticas e seja lá o que for do interesse dela. Mas, com o passar do tempo, você vê que a pessoa gosta mais de falar sobre o que quer fazer do que realmente fazer. Algumas delas até mentem sobre o que fazem (e algumas chegam ao absurdo de mentirem para si mesmas até acreditarem nessa ilusão). Essas pessoas também têm um caminho bem claro daqui a 20 anos.

Outro tipo são as que falam que vão fazer alguma coisa, e realmente começam! Você até segue os primeiros passos (pois elas geralmente postam nas redes sociais com certa rigorosidade e frequência). Acontece que logo começam a aparecer as primeiras dificuldades, e essas tarefas vão sendo deixadas de lado. Você vê aquela frequência que era praticamente diária se tornando cada vez mais escassa com o passar do tempo. São pessoas que você sabe que vão começar alguma coisa e vão continuar até que o ânimo e a motivação se esgotem.

Do outro lado da mesma moeda, temos as pessoas que falam que vão começar alguma coisa, e realmente o fazem. Geralmente são consistentes naquilo que fazem, e não causam tanto alarde nas redes sociais como as anteriores. Você não sabe ao certo o que esperar delas, apenas que trabalhem realmente árduo na sua consistência e que vão conseguir fazer o que quer que elas coloquem a mente como foco. São pessoas que têm uma grande e forte ética de comprometimento. E, independente do que escolham fazer, você sabe que daqui a 20 anos elas estarão bem.

E, finalmente, temos as pessoas que não falam nada e fazem. Elas simplesmente começam a fazer alguma coisa. Uma empresa, um curso superior, um idioma, um relacionamento ou o que quer que seja. Mas você não tem um relatório delas sobre como as coisas estão indo (a não ser que pergunte). Quando não temos muito contato com essas pessoas, só ficamos sabendo que elas começaram algo depois de muito tempo (quando já se começa a ver grandes resultados como fruto do esforço que tiveram). Quando são pessoas próximas a nós, escutamos apenas alguns comentários sobre (e eventualmente alguma novidade ou outra sobre o assunto, mas sem muito alarde frequente). Essas pessoas têm um grande domínio da própria consistência e perseverança, e você não sabe o que esperar delas nos próximos 5 anos além de algo surpreendente.

Como uma nota pessoal, eu já estive em cada uma das cinco alternativas ditas acima. A grande diferença entre elas é o relacionamento que eu tive com o meu propósito e a mudança que eu quis fazer, principalmente por estar tão relacionado com o meu desenvolvimento pessoal. Uma coisa que aprendi durante esse processo, contudo, é que se você realmente for consistente e persistente naquilo que se comprometeu a fazer, as pessoas vão naturalmente perceber e comentar sobre isso, o que vai te encorajar a continuar seu progresso.

Quando se diz às pessoas que vai fazer alguma mudança ou iniciar algo, pode dar a impressão para a parte primitiva do seu cérebro tomar isso como “já estar comprometido”, sendo que, na verdade ainda não está. Isso vai fazer com que diminua a vontade de promover essa mesma mudança que disse que queria fazer. O comprometimento é algo que você ganha através das suas ações, nunca através apenas das suas palavras, mas a mente tem uma grande dificuldade em entender essa diferença.

É importante perceber qual tipo você se encaixa e qual tipo gostaria de ser. Essa avaliação é de gosto pessoal, mas estar consciente dela é necessário em qualquer nível.

Tem gente que:
Não diz e não faz nada
Diz que vai fazer, e não faz nada
Diz que vai fazer, começa e desiste
Diz que vai fazer e realmente faz
Não diz nada, e faz.

Alisson David Frangullys 05/MAR/2022 · 23:09 (GMT-5) texto para o dia · 07/MAR/2022

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