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Monólogo 1 de 2022

Friday, January 7, 2022era one4 min readcarouselmonologue

This text is in Portuguese, as written.

Este é um texto bem mais pessoal. Apenas relatando alguns dos acontecimentos recentes, e neste texto, vai envolver algumas historinhas relacionadas aos textos postados e a página em si.

É realmente difícil de escrever um texto por dia. Para ser sincero, já estou perdendo a criatividade, e não acho que a qualidade esteja em um nível que eu gostaria de deixar. Muitos textos estão misturando assuntos que poderiam ser expandidos e escritos por si só. Na minha opinião, os melhores textos que escrevi vieram de pura inspiração, diretamente do sentimento e do coração. Mas, acredito que a cada semana ou duas, eu escreva um que me deixe realmente satisfeito e feliz, mesmo sem a dita inspiração.

Eu ia começar com “É até engraçado que...”, mas na verdade é algo triste, e aqui estou tentando não me envolver muito, e deixar que a minha ação principal seja a não ação. Vou explicar.

Dos poucos textos que postei até agora, algumas coisas peculiares já aconteceram. Foi o motivo de gente vir “brigar” comigo, como se eu tivesse escrito o texto como uma indireta para ela. Teve gente que veio me agradecer pelo texto, pois veio a calhar em um bom momento, e foi algo útil. E, por último, foi o motivo de gente ter me excluído, pois o conteúdo do texto fazia sentido num contexto e provavelmente acabou magoando a pessoa, que escolheu partir sem dizer nada.

O mesmo texto, que foi escrito e postado, foi motivo de alegrias, tristezas, e mudanças de percepção (especialmente em relação à minha pessoa pelos demais). A partir do meu trabalho, e da mesma ferramenta (o texto), eu simultaneamente me tornei para os outros o herói, ou o vilão, sem ter que dizer nada, apenas divulgando algo que venho trabalhando para criar e manter.

Mas eu entendo, e até a pouco tempo, se fosse eu no lugar, acredito que teria tido a mesma reação (se não pior). É fácil olhar alguma coisa e aplicar um julgamento, especialmente dadas circunstâncias, onde as provas parecem ser mesmo muito incriminadoras. É como um policial ao atender ao chamado de um tiroteio, ao chegar bem perto do local do crime, encontrar um sujeito correndo, totalmente sujo de sangue nas mãos e na roupa.

O verdadeiro problema não é tirar uma conclusão precipitada, mesmo que a situação esteja favorável para tal. E sim, em aplicar um julgamento, antes de ter uma certeza de que esteja correto. No caso da história do nosso policial, ele grita mandando o homem sujo de sangue parar, o homem não obedece, o policial atira e mata o sujeito. Mas na verdade, o homem que estava sujo de sangue, tentou salvar o ferido do tiroteio, e fez de tudo para tal. Então ele começou a correr pois estava perto do seu carro, e teria alguns aparelhos e/ou medicamentos que poderiam ajudar a salvar o ferido. Ele estava correndo para pegar o que precisava e voltar para ajudar. Ao escutar o policial gritando, ficou assustado ou realmente não ouviu, e continuou correndo em desespero contra o tempo. E foi morto.

Essa foi apenas uma historinha para ilustrar como, mesmo com todas as provas parecendo estar contra alguém, não podemos aplicar um julgamento sem termos provas absolutas. Assim como foi no caso dos meus textos. Dedos foram apontados, e decisões tomadas. Mas ninguém veio me perguntar nada. Apenas julgamentos foram aplicados. E alguns desses julgamentos foram permanentes.

Então fica uma dica que pode ser útil para você. Se estiver ao seu alcance, pergunte diretamente à fonte e tente se informar, para não aplicar um julgamento errôneo, e alimentar uma história com suposições, ao invés de baseá-las em fatos.

Acredito que eu vá escrever um texto desses, com teor muito mais pessoal, uma ou duas vezes a cada 10 dias. Afinal das contas, a minha forma principal de arte é a escrita, e a arte é uma forma articulada de deixar sentimentos e pensamentos fluírem, e serem compartilhadas com o mundo.

Alisson David Frangullys 07/JAN/2022 · 02:26 (GMT-3)