WallDecemberencerramento e legado
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Assinaturas x Clouding
This text is in Portuguese, as written.
Enquanto a maioria dos países está em grandes dificuldades econômicas, e grande parte da população se prepara para uma recessão causada pela guerra na Europa e pelas consequências dos últimos anos em decorrência da economia, podemos ver em primeira mão algumas atitudes sendo tomadas para “amenizar” o efeito nos itens comuns do dia a dia.
Uma das situações que encontramos contra a inflação é a diminuição do tamanho de um produto para poder manter o seu preço. Em inglês tem o termo “shrinkflation”, que é basicamente você pagar os mesmos R$2 num pacote de bolacha, mas com uma quantidade menor dentro da embalagem (ou com um ingrediente inferior ao que costumava ter para poder manter o custo comum de venda do produto).
Enquanto enfrentamos aumentos incríveis no combustível e no valor geral dos produtos (porque o Brasil se apoia e muito no transporte rodoviário, visto que tem um sistema ferroviário precário e inadequado para grandes transportes do produtor ao consumidor), também temos o aumento de outros tipos de produtos e serviços, como por exemplo os de streaming.
Há alguns anos a mentalidade de “possuir” um produto como um filme em DVD, por exemplo, foi tomada pela ideia de possuir um serviço de streaming que desse acesso ao filme. Como efeito, tivemos várias locadoras fechando as portas e passando a tocha para as próprias distribuidoras para fazerem a cobrança de um aluguel pelo serviço de streaming. Isso deu acesso a um catálogo muito maior e ampliou a facilidade de acesso para grande parte da população.
Enquanto é muito mais barato alugar do que comprar um produto físico, acabou que esse processo de barateamento se repetiu para a mentalidade de aluguel para acesso. E se olharmos para o futuro, poderemos ver que uma das futuras tentativas de minimizar o preço para o consumidor será modificar a forma de cobrança de serviços online. Ao invés de cobrar uma assinatura mensal de um serviço, será cobrado por quantidade de uso, como é feita em grandes empresas quando procuram servidores e serviços na cloud ou na sua conta de luz e água.
Esse método de cobrança pode funcionar bem para certos tipos de serviços em uma parcela específica da população, como os de streaming de filmes em algumas plataformas, permitindo que em tempos econômicos difíceis, ao invés de cancelar uma assinatura, o usuário possa reduzir o seu uso e o seu custo. Alguns outros serviços essenciais como internet tentaram esse tipo de cobrança, mas teve uma recepção péssima pelo público, e teve que voltar atrás na história de que “é insustentável” ter internet ilimitada por um plano mensal. Nos resta ver o que o futuro tem a nos mostrar em relação a esse tipo de cobrança, e qual será ainda o próximo passo para a ampliação de mercado e barateamento do custo de base.
