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Um apreço à Liberdade
This text is in Portuguese, as written.
Eu posso dizer o quanto odeio o governo. Posso escrever uma resenha sobre algum lugar que visitei e tive uma experiência incrível (ou horrível). Se eu decidir me mudar para outro estado, posso ir e vir conforme meu desejo. Se for a outro país, posso fazer uma requisição e conseguir um visto para tal lugar. Da mesma forma que posso me expressar, qualquer um pode exercer o mesmo direito.
Isso quer dizer que alguém pode ser racista, injusto e até mesmo irracional nos próprios argumentos e acreditar em teorias absurdas. Assim como meus representantes políticos podem não trazer valor algum para mim, meus novos vizinhos podem ser pessoas de quem eu não gosto. Essa é a outra face da moeda da liberdade: se apenas eu tiver liberdade, estarei vivendo longe de uma democracia.
A liberdade, seja de expressão ou de ir e vir, é um direito e não um privilégio. Esse direito deve ser protegido a qualquer custo. Mesmo que eu desgoste de algo que alguém tem a dizer ou fazer – contanto que não machuque ninguém -, devo aprender a respeitar os direitos dessa pessoa.
Certas pessoas, contudo, confundem os benefícios que os nossos direitos à liberdade dão com a falta de repercussão dessas ações. Ter o direito de falar e pensar o que eu quiser não é uma carta branca para que não haja repercussão alguma - longe disso. Eu tenho o direito de fazer o que eu quiser, mas devo enfrentar as consequências dos meus atos.
Assim como o livre arbítrio, você tem carta branca para fazer o que quiser, mas cabe a você decidir se as consequências das suas atitudes valem a pena ou não. É tolice falar mal de alguém e esperar que essa pessoa não fique magoada por você ter o direito de dizer o que quiser. Afinal de contas, o seu direito acaba onde o do seu próximo começa.
Mesmo estando vulnerável a ouvir absurdos e ter experiências que podem ser desagradáveis devido às minhas preferências e visão de mundo, aprecio a liberdade e fico feliz que todos tenhamos esse direito. Espero morrer com a mesma mentalidade. De qualquer outra forma, o homem não seria agente de si mesmo, mas sim uma marionete de quem de fato é livre.
Alisson David Frangullys 29/NOV/2022 · 11:16 (GMT-5)
