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Energia nuclear

Sunday, October 2, 2022era two3 min read

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Nossas percepções para certas coisas podem ser enganosas, como é o caso da energia nuclear. O medo dos malefícios chega a ser irracional quando comparado aos benefícios. É como dizer que, apesar de pegar um avião para viajar ser muito mais rápido, prefere-se ir de carro por ser mais seguro. No final das contas, além de ser mais lento, as estatísticas mostram que as chances de você ter um acidente fatal de carro são bem maiores do que de avião. A mesma história acontece com a energia nuclear.

Há diversas formas de gerar energia elétrica, de guardar e de fazer o transporte desde a distribuidora até o consumidor final (como a sua casa, por exemplo). O uso de combustíveis fósseis (petróleo e carvão) ainda é predominante no mundo inteiro. Esse tipo de energia vem da queima desses produtos para guardar e transportar, dependendo da demanda necessária.

Outras formas de energia, que são chamadas de renováveis, são as que menos poluem o meio ambiente. Essas incluem a energia solar, que pelo uso de placas fotovoltaicas, transformam a luz solar em energia elétrica; hidrelétricas, que utilizam de quedas de água para girar as turbinas que produzem eletricidade por indução eletromagnética; geotérmica, que vem do imenso calor que existe no centro da terra; a eólica, que faz as mesmas turbinas rodarem e gerar energia, mas utilizando o vento, e a energia nuclear.

Cada uma dessas formas de produção de energia apresenta algum tipo de problema que inviabiliza a sua predominância. Não existe um lugar que tenha tanto vento que possa gerar energia o suficiente para todas as pessoas e empresas. No caso das hidroelétricas, toda a população ribeirinha teria que ser removida, e mesmo assim, a energia que é gerada não seria o suficiente para a sociedade. A energia que vem da terra ainda enfrenta muitos problemas para sua viabilização. A solar, apesar de ter tido incríveis avanços nas últimas décadas, ainda é muito cara para a maioria das pessoas adotarem e existem regiões com pouco sol, como Curitiba, que é a capital que menos tem sol no mundo. E a energia nuclear sofre do medo de que um desastre aconteça.

A melhor saída é a que é utilizada hoje em dia. Uma combinação de todas as formas de gerar energia, adaptando e usando a que é a mais eficiente em determinadas regiões. Contudo, o medo da energia nuclear impede que exista uma adoção e uso maior pelo mundo. Enquanto isso, o ambiente é poluído com o uso das energias não renováveis dos combustíveis fósseis e, dependendo da demanda local, toda a população que vive perto de onde ele é queimado sofre doenças pulmonares e vive em um ambiente com até mesmo dificuldades para se enxergar o sol de tanta sujeira que existe.

O estigma da energia nuclear tem que ser deixado de lado, como foi o caso da própria distribuição de energia elétrica através dos cabos e postes que temos hoje. É até difícil de imaginar que existiu um medo muito grande que impediu o avanço da maneira de distribuição elétrica como é atualmente, com a criação de charges, quadrinhos e até protestos para evitar esse avanço (procure no Google e veja as antigas tirinhas que expressavam esse receio na época), mas isso provavelmente só vai acontecer quando estiver no fim das reservas mundiais dos combustíveis fósseis. Até esse dia chegar, o ambiente estará tão poluído que a fauna e a flora terão sofrido de forma irreversível.

Alisson David Frangullys 15/OUT/2022 · 18:31 (GMT-5) texto para o dia · 02/OUT/2022