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Nem que por apenas um momento, todos já tivemos o sonho milionário, isso é, de ter pelo menos um milhão disponível na conta. Junto desse sonho, vem a criação de várias hipóteses do que seria feito quando tal dia chegasse e como seria gasto esse dinheiro. Vamos fazer uma análise da probabilidade de tornar esse sonho realidade e dos possíveis caminhos que podem ser tomados.
Nossa suposição inicial vai ser a de quem acabou de terminar o ensino médio com 19 anos. Como a maioria das pessoas não tem uma habilidade em destaque nessa idade, um emprego que paga o salário mínimo seria o mais provável de acontecer. Tomando os dados referentes ao dia 09/OUT/2022, o salário mínimo no Brasil é de R$1.212,00 e, de começo, vamos fingir que seja possível guardar todo esse dinheiro na conta. Um ano de trabalho é o equivalente a 13 salários, resultando em R$15.756,00. Aos 20 anos, teria essa quantia na conta e a cada 10 anos, teria mais R$157.560,00.
Em apenas 63-64 anos de trabalho, seria possível chegar ao primeiro milhão. Isso é, aos 84 anos de idade você poderia desfrutar da vida milionária, no pico da "saúde" e do "bem-estar''. Caso se trabalhe em dois empregos, os 64 anos virariam 32 anos. Se começasse com 19 anos de idade, aos 51 anos, poderia começar a viver.
Sendo apenas um pouco mais realista, vamos tirar os 30% do governo dessa vez. Arredondando, vamos supor que, no final do mês, receba R$850, resultando em R$11.050,00 ao ano com os 13 salários. Isso quer dizer que levaria 90 anos de trabalho, nunca gastando uma moeda do salário mínimo. Como começamos aos 19 anos de idade, o sujeito teria 109 anos. Caso ele trabalhe dobrado, aos 64 anos de idade, teria um milhão.
Eu não sei vocês, mas ter um milhão na conta aos 109 anos enquanto aproveita um pouco da vida, não me parece um bom negócio. E nem a segunda possibilidade, que é aos 64 anos, depois de trabalhar em dois empregos a vida toda. Isso que não estamos tirando um centavo dos ganhos para comprar alguma coisa. Na nossa teoria, o sujeito aprendeu a viver de graça.
Apenas por motivos de comparação, vamos imaginar agora que, de alguma forma, essa mesma pessoa tenha pegado o seu primeiro ano de salário e tenha viajado para um país desenvolvido. Aqui, vamos considerar os EUA, onde o salário mínimo mensal é de U$D 1,906.67, equivalente a R$9.923,08.
Como lá não tem décimo terceiro, cada ano representa um ganho de R$119.076,96, o que significa que em 84 anos, seria possível juntar o primeiro milhão, o que deixaria o sujeito na metade dos seus 28 anos de idade. Mas, de forma minusculamente mais realista e adicionando os 30% do governo nas contas, mensalmente se receberia R$6.946,15, o que é um ganho anual de R$83.353,87, levando a um total de 12 anos, ou seja, aos 32 anos de idade.
A diferença em relação ao Brasil é absurda, ainda mais se fizermos a suposição de que o sujeito tenha 2 empregos, o que resultaria no primeiro milhão aos 26 anos de idade. Levando esses dados para um grau de realidade um pouco mais elevado, em que a metade do dinheiro seja usado para pagar contas, se alguém manter os dois empregos, aos 32 anos de idade teria o dito um milhão. A mesma comparação seria impossível com o Brasil, pois o sujeito estaria morto antes de alcançar esse número.
Enquanto a nossa suposição está apenas levando em consideração o salário mínimo, fica evidente o quanto uma especialização é importante para se ter um aumento salarial e encontrar novas oportunidades melhores que podem vir através de uma faculdade, curso técnico ou habilidade nativa aprendida através de extenso treinamento.
Se algum aprendizado for fazer com que você ganhe dois ou três salários mínimos, você pode dividir o tempo de serviço por três aqui na nossa suposição, sem contar que, quando você trabalha numa área que exige certo conhecimento/especialização, a tendência é que o seu valor de trabalho sempre aumente, enquanto aqueles que trabalham pelo salário mínimo não têm essa obrigatoriedade.
Seria interessante fazer uma análise e predição teórica da diferença que desenvolver uma habilidade e/ou ter uma especialização faz, mas esse texto já está longo o suficiente para uma postagem no Instagram, e vamos terminar por aqui mesmo.
Alisson David Frangullys 09/OUT/2022 · 15:09 (GMT-5) texto para o dia · 30/SET/2022
