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Problemas, prisão e auto instatisfação
This text is in Portuguese, as written.
Eu sinto como se várias e incansáveis nuvens carregadas estivessem me seguindo e pairando sobre a minha cabeça. Uma mistura caótica de sentimentos cinzas em tempos chuvosos com uma neblina mental.
Quando penso nela, tenho outra mistura mexendo. Ela é tão doce, e eu a amo tanto. Mas ela não sente o mesmo. A brevidade dos sentimentos bons que eu tenho é como um doce maravilhoso na primeira mordida, que se torna extremamente amargo e enjoativo segundos depois, amarrotando a boca e contraindo o corpo em desgosto.
Seria isso amor ou fixação? Como poderia ser amor se eu me sinto como se estivesse preso na solitária a maior parte da minha vida, e não soubesse se algum dia verei a luz novamente? Não deveriam ser todos os dias iluminados e de céu azul? A chuva no final da tarde não deveria revelar um lindo arco-íris pelo céu?
Essa confusão só aumenta as minhas dúvidas, e me pergunto como alguém consegue ser tão fria. Se você me ama, me deixe ir. Mas esse pedido talvez seja injusto, visto que eu mesmo me prendi nessa solitária. Essa situação toda é puro problema, e só sei clamar “não me trate assim!”... Mas não sei qual seria a solução disso.
Parece que esse vício está no meu sangue, nas minhas veias. Mesmo se correr, não consigo escapar. E vai lentamente amontoando e guardando o que a minha vida parece gostar de colecionar, isso é, problemas. Sinto que cada um desses problemas me quebra em pedaços, e como um frágil castelo de cartas, me desmonto com facilidade.
Ninguém pode me ajudar agora, mas o que mais posso dizer? Não estão preocupados comigo, e fui eu mesmo quem começou essa maldita coleção. Faço o melhor que posso, e sei que tenho que manter minha cabeça composta. Orientação sempre peço enquanto falo com o Espírito Santo, mas não sei se Ele me escuta daqui das profundezas dessa solitária. Talvez Ele esteja respondendo e eu não esteja escutando, ou escolhendo não escutar.
Se eu pudesse imaginar o que estaria ouvindo, seria algo como “você precisa sair dessa prisão que você mesmo criou, pare de imaginar que as nuvens te perseguem, que o amor é sempre bom e como seria ver a luz, mais uma vez. Encontre a chave que você mesmo escondeu na escuridão, e saia”. Mas a névoa brusca está muito densa para que eu dê ouvidos a esses pensamentos e, na minha reclusão, continuo meu mártir pessoal escolhendo acreditar que eu sou a maior das vítimas.
Texto inspirado na música Trouble – Welshly Arms
Alisson David Frangullys 01/OUT/2022 · 17:13 (GMT-5) texto para o dia · 11/SET/2022
