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Utilitarismo
This text is in Portuguese, as written.
Uma das teorias filosóficas modernas é a do Utilitarismo. Ela diz que devemos sempre fazer - seja lá o que for - o que produz a maior quantidade de felicidade sobre a infelicidade para todos que serão afetados pelas nossas ações. Isso é, aquilo que for vencer a batalha na balança quando ponderado.
Seguindo essa teoria, você deve ser guiado pelas consequências esperadas dos seus atos, buscando sempre aquilo que deve resultar no melhor possível. Para decidir qual é a melhor ação a ser tomada, é preciso ponderar no peso da balança da felicidade contra a infelicidade, o que causaria a sua ação. E para tal, você deve assumir que, para cada indivíduo a felicidade de cada um é igualmente importante a de qualquer outra pessoa.
O ponto da moralidade, então, não teria nada a ver com divindades ou leis feitas pelos homens, mas sim em fazer a vida neste mundo a mais confortável e feliz possível. E se a vontade de Deus fosse a nossa felicidade, essa seria a maior doutrina religiosa possível.
Mas nessa teoria, algumas estruturas que temos em prática não fariam sentido, como o sistema judicial, que apenas cria tristeza sobre tristeza e não eleva os níveis de felicidade. E também não teriam regras de conduta morais absolutas, significando que se alguém quebrar uma lei, regra ou promessa, de uma forma conveniente que traria maior felicidade para todo mundo, seria o ato correto a ser feito. E até mesmo leis como assassinato seriam permissíveis se fosse no caso de uma eutanásia permitida.
Então, por essa lógica, se uma atividade faz com que as pessoas sejam felizes sem que ninguém seja prejudicado no processo, é impossível de ser algo ruim ou errado. Um dos defensores dessa teoria, John Stuart Mill, disse algo como: “o tipo de moral que aceitamos vai depender da natureza dos nossos sentimentos”. Se os humanos têm sentimentos tendendo à uma ajuda social, então a moral utilitária seria a forma padrão e natural para eles.
Apesar de num primeiro momento essa teoria parecer muito interessante e difícil de estar equivocada, ao pensar sobre as consequências das máximas de cada argumento, vemos que uma sociedade não deveria se basear em sentimentos individuais para a criação de leis e bases morais. Talvez seja algo interessante para a vida pessoal até que os próprios direitos comecem a interferir nos direitos do próximo, chegando aos limites do que essa teoria tem a oferecer.
E, acredite ou não, esse pensamento foi um dos mais aceitos durante o século 19, e muito foi discutido acerca do assunto e nas implicações que estariam relacionadas com a aceitação dela.
Alisson David Frangullys 25/SET/2022 · 23:06 (GMT-5) texto para o dia · 09/SET/2022
