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Isabella’s

Friday, August 5, 2022era two3 min readcarousel

This text is in Portuguese, as written.

Não sei se é só comigo, mas parece que tem um nome em específico que me persegue. Como uma sina, ou quem sabe uma benção aguardando para acontecer. Poderia dizer que é apenas uma coincidência, mas até mesmo a grafia do nome, que tem suas variantes, é igual. Talvez seja apenas o acaso, talvez seja o destino sendo irônico, mas esse nome sempre se faz presente. O nome para mim é Isabella.

Há 8 anos atrás, quando me mudei, eu fui à feira de exposição da cidade nova. Confesso que não sou muito de ir nesse tipo de coisa, mas acho que é comum ir para os pontos turísticos e para os eventos do lugar novo no qual você é recém-chegado. Essa feira é um evento que acontece anualmente aqui, e tem uma mistura de várias coisas, como brinquedos temáticos, apresentações, jogos para você queimar o seu dinheiro tentando pegar um bicho de pelúcia e falhar miseravelmente, e animais.

Quando viajei, eu estava apaixonado pela garota que se chama Isabella. Um dia ela tinha mencionado que ela amava rodas gigantes, e achava que era algo extremamente romântico. Pensando nisso, tirei e mandei fotos de uma para ela quando estava na feira, de noite e decorada com luzes que lembravam as de Natal. Tivemos uma conversa que durou um dia inteiro sobre isso, foi um bom dia.

Alguns anos depois já nem conversávamos mais, e acabei por conhecer outra Isabella. Apesar de nessa vez ter sido relativamente breve e de eu não ter me apaixonado como da primeira, estávamos sempre conversando e permanecendo no estágio “que fofo, nos gostamos”. E, assim como da primeira vez, certo tempo depois, não havia nenhuma comunicação entre nós.

Duas vezes não é o bastante para achar estranho, por isso veio a terceira Isabella da história. Dessa vez mantivemos contato por uns dois anos, e mais uma vez me apaixonei por alguém que estava longe de mim. Talvez seja apenas uma super coincidência mas, das três vezes desenvolvi sentimentos bem fortes pelas portadoras do nome mágico.

Fui novamente para a feira hoje, depois de ter ido da primeira e única vez, vi a mesma roda gigante montada, várias famílias andando no sol escaldante e se divertindo. Fui até o silo onde ficavam os animais (aparentemente, existe uma competição de qual animal é o mais bonito), e vi os primeiros e segundo lugares de várias espécies diferentes, como lebres, galinhas e até mesmo pombos.

Dessa vez não alimentei a lhama que estava lá, mas me perguntei se existia alguma possibilidade de ser a mesma lhama de 8 anos atrás, ou se ao menos possuía algum parentesco. Muito provavelmente não era, se nem eu mesmo sou a mesma pessoa, não espero que um animal que tenha um ciclo de vida natural muito menor seja. Mas o nome, esse permaneceu igual.

As três que-não-devem-ser-nomeadas possuem personalidades bem diferentes, mas geraram marcas semelhantes. Em comum, podemos dizer que não tenho mais contato com nenhuma delas. Mas sempre ficando em bons termos, espero que estejam felizes e que estejam bem encaminhadas, seja lá o que for que estiverem fazendo hoje em dia.

Confesso que ainda sinto falta da última portadora do nome tabu, até mesmo pela ruptura do contato ter sido algo plausivelmente recente, e como nunca é fácil, pode-se dizer que também não foi dessa vez. E apesar de terem se passado 8 anos dentre a primeira e essa última vez que fui até a feira da cidade, esse nome ainda se faz presente na minha vida. É... Acho que é o nome que me persegue.

Alisson David Frangullys 08/AGO/2022 · 14:15 (GMT-5) texto para o dia · 05/AGO/2022