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Poema das lembranças

Sunday, July 17, 2022era two2 min read

This text is in Portuguese, as written.

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Segue na minha memória, uma época de outrora, dum momento turbulento, que se pôs a passar.

Peço que entenda, que não me culpe de ir embora, ainda mais agora, que consegui me desvencilhar.

Demorei muito tempo para entender meu desalento, de uma maneira que eu pudesse aceitar.

Você acabou me machucando e me afastando, por estar muito ocupada, procurando erros em mim.

Eu também estava ocupado demais, mas em querer ignorar os seus erros, até não poder suportar mais.

Doeu muito essa separação, uma mistura de grande dor, com um ar de decepção.

Como uma ruptura, do osso e da carne, do músculo e do sistema nervoso, do corpo e da alma.

Cada um seguiu seu caminho, sem dar adeus com carinho, antes de se afastar.

O que eu temia, é que você se auto destruiria, com ainda maior intensidade e velocidade.

Esse conceito não te era estranho ou desconhecido, e como resultado eu também sairia ferido.

Mas entendi que não era meu dever, ficar para sempre e cuidar de você.

Apesar de eu tanto te amar, também tenho que considerar, que tenho a minha vida para lidar.

A sua vida, apesar de me ser tão importante, não pode me fazer ser ignorante, ao me impedir de focar.

Na minha própria e nos meus projetos, naquilo que eu acho certo, e no que eu quero cultivar.

Ao fim dessa ruptura pude ver mais claramente, depois da dor e da tristeza, que ainda vivo, e aqui estou.

Mesmo com o aconchego do acalento, e com a lerdeza dos meus movimentos, continuo meu progresso.

Sendo o futuro da minha jornada ainda incerto, entre meus caminhos tortos, procuro sempre o correto.

E agora, com tempo e a distância, vejo com maior clareza e esperteza, a tal memória de outrora.

Cada memória mostra uma faca de dois gumes, pois cada alegria tinha uma tristeza, frutos de incerteza.

A felicidade, arraigada na saudade ou em algo que deveria cuidar ou até mesmo tolerar.

Todo bom momento era sempre condicionado, e eu vivia preocupado, agoniado ao respirar.

Hoje já não ignoro mais seus erros, vejo que você corre em direção ao caos e vai se destruir.

Agora enxergo com clareza, os ditos “meus erros” que você me apontava, eram um reflexo de si mesma.

Hoje com segurança entendo. faça o que você quiser, mas esse é um caminho que eu não vou seguir.

Alisson David Frangullys 22/JUL/2022 · 22:04 (GMT-5) texto para o dia · 17/JUL/2022