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Nostalgicos 2000
This text is in Portuguese, as written.
No começo dos anos 2000, as coisas eram muito diferentes. O acesso ao entretenimento e à educação eram mais limitados, e o círculo social muito mais restrito.
Começando a relembrar pela falta de internet e celulares, raros na época e itens de primeira necessidade hoje. Grandes, pesados, extremamente caros, serviam exclusivamente para fazer ligações e enviar mensagens de texto. Quem possuía um aparelho provavelmente estava envolvido no mundo dos negócios e o utilizava para o trabalho. O resto das pessoas se contentavam com um cartão telefônico que tivesse mais de 5 créditos para poder fazer uma ligação quando necessário. A rede social das crianças e adolescentes era sair de casa para brincar na rua e criar laços pessoalmente.
O espírito de comunidade era maior e as pessoas conheciam mais seus vizinhos e o pessoal do bairro. Nessa idade mais tenra, quando não estavam brincando na rua ou na casa de algum outro amigo, os pequenos estavam jogando jogos de tabuleiro ou assistindo desenhos e filmes que passavam na televisão. Por isso, Dragon Ball, Jackie Chan, Coragem, X-Men, A liga da justiça e várias outras franquias fizeram parte dos primeiros anos de vida de vários. Os mais afortunados tinham os videogames da época (Super Nintendo ou Playstation 1), ou a tão desejada tv a cabo. E com certa frequência, iam até a locadora alugar um filme para assistir durante o final de semana com a família ou com os amigos.
O meio de comunicação mais efetivo era a televisão. Quem nasceu depois do período da internet já ter sido estabelecida nunca vai entender o real peso que a rede globo tinha na vida das pessoas, nem do seu principal concorrente, o SBT. Esses canais ditavam o que era importante e interessante na época, e suas programações, desde os jornais até as novelas e desenhos que tinham seus horários específicos, faziam parte da rotina da vida da maioria dos brasileiros.
Para ouvir música ao ligar o rádio de casa havia duas opções: colocar o CD de música da sua banda preferida ou sintonizar na estação que fosse tocar o top10 todas as noites. O que incluía muito Pitty, Jota Quest, Ivete Sangalo, Skank, Tribalistas, Natiruts, CPM22, Vanessa da Mata e vários outros músicos brasileiros; assim como os internacionais com uma pegada mais eletrônica, ou de autores como Akon, Backstreet boys, Avril Lavigne, Madonna e Britney Spears.
Como a informação era muito mais escassa, era preciso ir para uma biblioteca para pegar algum livro e pesquisar sobre o assunto. Uma pesquisa super rápida no Google era algo apenas no final de semana ou depois da meia noite, quando a internet discada tinha um preço acessível (Com exceção da meia-noite até as 6 da manhã, você era cobrado por pulso, ou seja, por minuto de uso). Depois de 10 minutos para entrar na internet e carregar uma página, você poderia enfim encontrar o que procurava.
No geral, as coisas eram muito mais lentas e pragmáticas, e de uma dificuldade muito superior ao que estamos acostumados hoje. Ao mesmo tempo, ainda era um momento de descobertas, onde o medo de tentar inovar, e marcadas por coisas divertidas na vida de uma criança, como os salgadinhos lançavam tazos e produtos dentro dos pacotinhos, ou os álbuns de figurinhas, músicas e brinquedos da época. Foi o período de transição de muitas coisas analógicas para digitais, e assim foi o começo para uma nova era.
Alisson David Frangullys 22/JUL/2022 · 18:07 (GMT-5) texto para o dia · 13/JUL/2022
