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Final(interrogação)
This text is in Portuguese, as written.
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Por que é tão difícil escrever um final? Não apenas numa história que você está escrevendo, mas sim na sua própria história, afinal de contas, somos nós quem escrevemos as nossas linhas.
Talvez a resposta para isso não seja tão complexa assim. Quem está realmente preparado para o fim? Aceitar a inevitabilidade da morte é uma coisa, mas estar realmente preparado e pronto para ela, é outra. Essa conversa até parece um pouco mórbida, sobre aceitar a própria morte, mas na verdade é uma das coisas que mais evoca vida, ironicamente.
Quando você aceita que o tempo é limitado e que a própria vida vai acabar – junto com toda a existência como conhecemos hoje -, fica mais leve em aceitar as próprias decisões (e até mesmo em tomar decisões). Entender que temos um tempo limitado e experiências limitadas, faz com que usemos este tempo para fazer aquilo que tenha valor para nós, algo que faça o nosso tempo aqui valer a pena.
Isso não significa, porém, que estaremos sempre preparados e prontos para tudo, ou que sempre faremos tudo que desejamos, sendo inconsequentes em relação a isso. Neste momento, se eu morresse, eu teria várias coisas que gostaria de ter dito para as pessoas que fazem parte do meu convívio. Esclareceria situações que ainda estão pendentes, tiraria dúvidas e acertaria meus erros.
Essa é a minha história, mas cada um tem a sua e, assim como qualquer outra, é difícil escolher um final digno. Aceitar e avaliar a minha posição e o meu relacionamento com todas as minhas escolhas, é apenas parte disso. Entender a questão do merecimento e como eu devo agir daqui por diante, é outro bicho de 7 cabeças.
Tantas coisas a serem feitas ainda, tantas outras que estão incompletas. Todas elas realmente devem ter um fechamento para fazerem sentido? A simples aparição delas no meio da história não é o bastante? Será que tudo deve mesmo ter um começo, meio e final, se alguns momentos nunca têm um começo?
Talvez as coisas não terminadas já tenham sido acabadas. Talvez seja uma vontade latente de querer manter certas coisas vivas, e/ou o medo não deixando que você deixe certas coisas irem embora. Talvez estejamos acostumados à uma ordem cronológica seguindo uma sequência lógica, contudo, isso não se
Alisson David Frangullys 25/MAR/2022 · 04:39 (GMT-5) texto para o dia · 24/MAR/2022

