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Armas de autodestruição em massa

Tuesday, March 22, 2022era one3 min readcarousel

This text is in Portuguese, as written.

Existem diversas atividades que são extremamente divertidas e prazerosas, como assistir filmes e vídeos, se atualizar sobre as pessoas pelas redes sociais, jogos, ir a um bar ou clube para beber e comer porcaria ou até mesmo dançar. Contudo, esse tipo de atitude pode acarretar em outros problemas que são bem sérios, como o vício.

O problema não reside na atividade em si, mas sim na sua relação com ela. Afinal de contas, é mais uma questão de autocontrole e intenção - ou seja, se você se ocupa dessas tarefas para fugir da realidade, ou para complementar o seu dia a dia – do que o quão viciante alguma coisa é (quimicamente falando).

Essas são as armas de autodestruição em massa: YouTube, Netflix, Facebook, pornografia, jogos e etc. Apesar de serem ferramentas muito boas, dependendo da intenção de uso, apenas causam males e atrasam a vida. Se você quer evitar de fazer um trabalho importante ou tomar alguma ação que é um dever, e escolhe deliberadamente “perder tempo” assistindo horas de vídeos e filmes, ou jogando, e sempre utilizando esse tipo de entretenimento como porto seguro para escapar das dificuldades do dia a dia, acaba gerando um hábito que é difícil de quebrar.

Há muitas facilidades em relação à endorfina adquirida digitalmente em detrimento das experiências mais reais, e é exatamente isso que as tornam tão perigosas. Essas facilidades são o que geram um pico bem grande de endorfina no cérebro, e se isso se tornar um hábito, você vai se acostumar a ter essa gigantesca quantidade de endorfina. Isso faz com que as outras atividades que não geram o mesmo efeito pareçam desagradáveis, apesar de serem apenas tarefas normais, o que significa que você se torna dependente delas, ou seja, um vício é criado.

Algumas pessoas têm um choque de motivação forte o suficiente para começarem a agir nas suas atividades sem se agarrarem a esses novos vícios, enquanto outras escolhem por fazer um “detox virtual” eliminando todas as redes sociais, e até mesmo se distanciando do computador e celular. Estas começam a enfrentar a realidade sem nenhum tipo de "análgésico virtual” (se distanciando de todo e qualquer aparelho eletrônico com acesso à internet) para facilitar o processo e reacostumar o cérebro a fazer as atividades de forma crua, como elas realmente são.

Não tem uma fórmula mágica que vai resolver tudo de uma vez. O importante é estar consciente de como você se relaciona com as suas atividades e fazer o que funciona para que esteja livre de maus hábitos e vícios. Ao longo do caminho, é importante testar várias formas diferentes de aproveitar bem o entretenimento e ver quais são as mais efetivas naquele momento da vida. Sempre vai haver uma dificuldade e uma forma de dor envolvida e não tem como fugir disso, mas a dita “dor” vai embora quando você começa a se mover em direção ao que quer e começa a ficar bom naquilo que está fazendo.

Alisson David Frangullys 24/MAR/2022 · 19:31 (GMT-5) texto para o dia · 22/MAR/2022