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As mentiras da mídia
This text is in Portuguese, as written.
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Mentiras e meias verdades são extremamente comuns em qualquer interação social. Isso também não excluí os conteúdos midiáticos, como a internet, a televisão, ou periódicos impressos. E, sinceramente, isso não é novidade alguma. Assim como qualquer pessoa defende o seu ponto de vista e interesses próprios, cada mídia defende o seus da forma que pode.
Isso também se extende para pesquisas cientificas, que algumas vezes são pagas por corporações que visam utilizar os números como base para narrativas benéficas para a própria empresa. Como fez a indústria do cigarro com as propagandas e pesquisas por médicos e cientistas para dizer o quanto o cigarro era benéfico – isso aconteceu durante a época em que o cigarro começou a vir com peso pela indústria (e esses comerciais podem ser facilmente encontrados hoje no YouTube).
Esse tipo de situação gera uma quebra natural de confiança entre o consumidor de conteúdo e a mídia. O problema é que nem todo conteúdo tem uma narrativa implícita – assim como nem toda pesquisa tem uma corporação tentando lucrar mais sobre o consumidor. E esse é um problema que acaba criando uma bolha de pessoas céticas a tudo – inclusive à ciência. E aí mora um grande perigo.
Outro problema é que as pessoas são naturalmente preguiçosas. São poucas as pessoas que realmente buscam se informar sobre uma opinião (que ouvirão de outra pessoa, ou que elas mesmas formaram a partir do pensamento crítico). A lógica geralmente segue de “Fulano chegou/cheguei a esta conclusão, portanto, devo estar correto e defenderei isso”.
Pesquisar sobre algum assunto que tenha alguma complexidade um pouco mais elevada, vai requerer estudo. E, quanto mais complexo, mais estudo vai ser necessário. Quanto mais complexo um assunto, menos gente que realmente entende, e mais gente que finge que sabe do que está falando aparece (não vou nem entrar no assunto de física quântica aqui, nem dos “coachs quânticos”).
Então no final de contas, temos uma bolha de pessoas muito ignorantes sobre diversos assuntos que propagam insinuações e conspirações falsas. Isso acontece não por estarem numa loucura e histeria coletiva, há legitimas conspirações, mas geralmente essas não são tão claras assim (Enquanto isso, o zé ninguém no bar afirma com convicção sobre os planos de uma família bilionária que controla o governo – que surpreendente o mundo todo não sabe sobre, mas ele com toda sua genialidade, sabe tudo sobre. Totalmente ilógico.)
Eu entendo que as vezes é mais fácil deixar algumas coisas de lado e não devemos (nem temos tempo ou disposição) para nos informarmos a fundo sobre todas as coisas que existem. Por isso é bom ter alguma pessoa que possa responder essas questões para nós – mas alguém de confiança que realmente entenda sobre o assunto, não o carlão do boteco.
E nisso se mostra a importância de conhecer pessoas competentes de diversas áreas, e quando algum assunto realmente nos interessa a fundo, nós mesmos fazermos as nossas pesquisas e chegarmos às nossas conclusões. Se todos fizessem isso, não teríamos problemas básicos como movimentos anti-vacina (pois algumas pessoas acreditam que causa autismo) ou terraplanismo ser um assunto em 2022.
E, mais uma vez, acaba criando uma divisão social – e até mesmo extremismos por parte de alguns grupos. E isso vem com a mentira que é criada pela mídia e com certas narrativas e opiniões equivocadas e/ou específicas sobre certos assuntos. Esse é um lado negativo, mas que na realidade quem deve aprender a lidar com isso (as famigeradas fake news) somos nós mesmos – consumidores de conteúdo. Saber aplicar um filtro do que aceitar e o que deve ser descartado ou investigado é essencial.
Alisson David Frangullys 16/FEV/2022 · 19:33 (GMT-5)

